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Notícias da Igreja Católica

Tanzânia. Bispos: prevenir a corrupção para garantir voto pacífico nas eleições

Data: 26/08/2020

Dodoma, 26 agosto (Vaticanews) - É a corrupção a principal ameaça à estabilidade política e, portanto, à paz na Tanzânia – reiterou-o nos últimos dias D. Isaac Amani, Arcebispo de Arusha que, em vista das próximas eleições gerais de 28 de outubro, e instou a Comissão Nacional Eleitoral (Nec) a colaborar estreitamente com o Escritório Anticorrupção (PCCB), as forças da polícia e os líderes religiosos, para garantir um voto transparente e justo e prevenir a violência.

D. Isaac Amani – informa a agência da Amecea, a Associação das Conferências Episcopais da África Oriental - elogiou o empenho até agora manifestado neste sentido pela NEC, que nas últimas semanas se reuniu com vários actores envolvidos no processo eleitoral, incluindo os responsáveis de diversos órgãos governamentais, partidos e partes sociais.

D. Amani expressou particular apreço pelo envolvimento dos líderes religiosos tanzanianos neste processo: “É uma boa coisa encontrar os vários líderes religiosos que têm um papel especial na garantia de eleições livres e justas e na manutenção da paz”, disse. No entanto, advertiu, “se não se combate a corrupção, não haverá paz. Os líderes religiosos podem pregá-la, mas se houver corrupção, os cidadãos serão dominados pela raiva, ódio, vingança, opressão e outros. males”.

Daí o convite à Comissão Eleitoral a continuar o seu empenho com a transparência e a legalidade: “Quando as regras eleitorais são violadas, devemos aplicar as leis e as regras”, disse o Arcebispo de Arusha, recordando que “o uso da força e da intimidação são a antecâmara da violência.

A paz vem da justiça e cada candidato deve ver os seus direitos reconhecidos: todos deveriam ser livres de explicar os seus programas políticos de modo que os eleitores possam tomar a decisão certa”, acrescentou. Para que as eleições ocorram de maneira correcta e sem violência – sublinhou ainda o prelado - as instituições e os partidos políticos devem fazer a sua parte e, em particular, os candidatos devem explicar os seus programas sem se entregar a insultos.

A necessidade de combater a corrupção e, em particular, a compra e venda de votos foi fortemente recordada num recente encontro em Dar es Salaam pela "Interfaith Tanzania" - um órgão composto pela Conferência Episcopal local, o Conselho Nacional Muçulmano e o Conselho Cristão do País - em que os líderes religiosos da Tanzânia exortaram as instituições estatais a garantir que todos os partidos políticos e as partes interessadas trabalhem em nome da justiça e da paz.

As eleições de 28 de outubro serão as sextas eleições gerais na Tanzânia depois da reintrodução, em 1992, do multipartidarismo. As primeiras votações democráticas tiveram lugar em 1995. Nas urnas, os cidadãos deverão escolher os membros do Parlamento, os Conselheiros e o Presidente. Se vão desafiar para a Presidência o Presidente cessante, John Magufuli, do partido Chama Cha Mapinduzi, e o seu adversário, Freeman Mbowe, líder do principal partido da oposição Chadema.

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