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Notícias da Igreja Católica

Tapeçarias de Rafael voltam à Capela Sistina

Data: 18/02/2020

Cidade do Vaticano, 18 fev (Vaticanews) - De 17 a 23 de fevereiro, as dez tapeçarias dos Atos dos Apóstolos, tecidas entre 1516 e 1521 sobre desenhos do grande pintor de Urbino falecido há 500 anos, estarão expostas nas paredes da Capela Sistina. Elas são o complemento teológico dos afrescos do século XV e de Gênesis e o Juízo Final de Michelangelo", explicou ao Vatican News a Diretora dos Museus Vaticanos, Barbara Jatta.

Para recordar o quinto centenário da morte de Rafael Sanzio, nascido em Urbino em 1483 e falecido aos 37 anos em Roma em 6 de abril de 1520, uma Sexta-feira Santa, os Museus Vaticanos fizeram uma reconstrução histórica, expondo algumas tapeçarias na Capela Sistina.

De fato, a visão das sete primeiras tapeçarias feitas em Bruxelas no ateliê do tecelão Pieter van Aelst, sobre os desenhos animados do pintor de Urbino, fazem retroceder 500 anos na história, até a noite de Santo Estêvão de 1519, quando Rafael ainda estava vivo.

Um cenário que Rafael não chegou a admirar

Desde a segunda-feira, 17, até 23 de fevereiro de 2020, os visitantes dos Museus Vaticanos poderão admirar a Capela Sistina, adornada com as preciosas tapeçarias da série sobre os Atos dos Apóstolos, feitas com desenhos de Rafael.

Assim, após a apresentação da reconstruída "Pala dei Decemviri", obra de Pietro Perugino, mestre de Rafael, as celebrações sobre Rafael ganham vida nos Museus do Vaticano, com a evocação do cenário sugestivo na Capela Sistina que o artista de Urbino nunca pode admirar completa.

A vida de São Pedro e São Paulo

Por desejo dos Pontífices Sisto IV (1471-1484) e Júlio II (1503-1513), foi realizado nas paredes na Capela Magna do Palácio Apostólico um ciclo pictórico. O Papa Leão X (1513-1521) quis completar, por meio da arte, a mensagem religiosa de um dos lugares mais sagrados do cristianismo. Em 1515, encarregou Rafael de realizar a prestigiosa tarefa de criar os desenhos para uma série de tapeçarias destinadas a revestir a área inferior das paredes com afrescos em falsas cortinas.

Assim, em 1515 e 1516, Rafael concebeu um grande ciclo monumental com as histórias da vida de São Pedro e São Paulo, e os desenhos preparatórios foram enviados para Bruxelas para a realização das tapeçarias no atelier do tecelão Pieter van Aelst. As dez tapeçarias chegaram ao Vaticano entre 1519 e 1521.

As tapeçarias retornarão à Pinacoteca do Vaticano

A reconstrução histórica oferece por uma semana inteira a excepcional oportunidade de admirar, na sede para o qual foram pensadas e desejadas pelo Papa Leão X, todas as tapeçarias de Rafael conservadas nas coleções do Vaticano e exibidas por sua vez no Salão de Rafael da Pinacoteca Vaticana.

Trata-se de uma homenagem ao artista, mas ao antigo costume de adornar a maior Capela Papal durante as solenes cerimônias litúrgicas do passado, redescoberta após anos de estudos por parte de especialistas internacionais, que compararam as poucas informações históricas das cerimônias litúrgicas solenes para as quais as tapeçarias foram usadas.

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