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Notícias da Igreja Católica

6° Domingo do Tempo Comum - Fiéis também nas pequenas coisas

Data: 14/02/2020

A nossa descoberta do Evangelho de Mateus nos leva para um texto do Discurso da Montanha que tem como título as “seis antíteses”. Jesus, de fato, através de um esquema de contraposições define a relação entre evangelho e o medo com que era interpretada e vivida a lei do Antigo Testamento. “Vós entendestes o que foi dito aos antigos, eu porém vos digo”. Seis são os temas focalizados: o homicídio, o adultério, o divórcio, os juramentos, a lei do talhão, o amor ao próximo. Na liturgia deste domingo são evidenciadas as primeiras quatro antíteses.

Mas, iniciando a série de contraposições, Jesus nos oferece uma declaração paradoxal: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas: eu não vim abolir, mas realizá-las. Na verdade eu vos digo não será apagada da Lei nem um pontinho ou sinal sem que tudo tenha sido cumprido”. O Antigo Testamento continua sendo a palavra de Deus também para Jesus; inalterado é seu valor, também no detalhe mais microscópico como pode ser um jod, a menor letra do alfabeto hebraico. Jesus não altera nada do Antigo Testamento, mas critica sua interpretação fechada, oferecida pelos “escribas e fariseus”. Trata-se, portanto, de desmascarar uma atitude perigosa que Jesus enxerga presente no Judaísmo, mas que atingirá – como nos lembra São Paulo – também o fiel cristão.

Esta atitude nasce de uma leitura ao pé da letra e legalista da palavra de Deus. Se o Decálogo afirma: “Não matarás”, é suficiente seguir a orientação ao pé da letra para evitar o assassinato. Se o preceito impõe não cometer adultério, é suficiente não ter relações sexuais com uma mulher casada. Se a norma interessa o divórcio, é suficiente seguir as normas jurídicas, e se o mandamento condena o perjuro no tribunal, é suficiente seguir a orientação dada pelo juiz.

Jesus se afasta totalmente deste esquema também muito seguido pelos cristãos que ficam satisfeitos em confessar sempre a mesma coisa: “Não matei ninguém não roubei, não pratiquei adultério, não trapaceei ninguém”. Jesus redescobre o Decálogo em sua radicalidade: os mandamentos não são só sinais essenciais de uma atitude interior total que deve envolver todas as escolhas cotidianas. Não somos justos só por alguns atos externos e nalgumas horas do dia, mas somos sempre e totalmente consagrados ao amor do próximo, respeitando-o e ajudando-o; somo sempre e totalmente consagrados ao amor matrimonial numa plena doação; somo sempre e totalmente consagrados à verdade também nas pequenas coisas.

Nesta perspectiva entende-se aquela “realização” que Cristo afirma ter vindo desvendar. Com esta guinada, a religião se transforma de observância de um código de normas limitadas numa adesão total da consciência e da existência. Contra os 613 preceitos da Lei citados pelos rabinos, Cristo nos lembra que o mandamento é um só, mas interessa todo ato e cada instante da vida: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. É desde mandamento que “depende toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22, 37-40).

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