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Notícias da Igreja Católica

Argentina: Não nos deixemos enganar, o aborto é a morte de um inocente

Data: 11/07/2018

Buenos Aires, 11 jul (ACI Prensa) - “O aborto é a morte de um inocente, não nos enganemos nem nos deixemos enganar” foi a clara advertência do Arcebispo de Tucumán, Dom Carlos Sánchez, no Te Deum dos 202 anos da Declaração da Independência Nacional da Argentina, selada em 9 de julho de 1816 nesta província.

A cerimônia foi realizada na Catedral de Nossa Senhora da Encarnação, em Tucumán, na qual esteve presente a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti; o governador local, Juan Manzur; e outras autoridades civis e religiosas.

O presidente Mauricio Macri não participou do Te Deum, mas algumas horas depois chegou a esta cidade para participar das outras celebrações.

Em sua homilia, Dom Sánchez proferiu uma enérgica mensagem em favor da vida no contexto do projeto de lei do aborto que se discute no Senado, depois que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 14 de junho.

O projeto permite o aborto livre até a 14ª semana de gravidez e até os nove meses de gestação em casos de violação, de risco à saúde da mãe e inviabilidade do feto. Além disso, proíbe a objeção da consciência institucional.

Dom Sánchez recordou que, “na base e alicerce de qualquer sociedade, está o valor inalienável da vida”, deste modo, pediu para que respeitem “este direito fundamental de todo ser humano, de todo argentino”.

Além disso, exortou a construir o país sobre “a rocha sólida da justiça e do respeito aos direitos de cada pessoa, e não na arena de leis injustas que violam os direitos dos outros”.

“Hoje, o nosso povo, herdeiro de valores que nos deixaram os nossos próceres, dizemos que ‘Toda Vida Vale’, que todo homem é importante, que não há sobrantes na Argentina, que a dignidade de cada ser humano deve ser respeitada desde a concepção até a morte natural”, expressou.

Dom Sánchez disse que os argentinos do bicentenário devem “construir a pátria na rocha sólida do respeito, do cuidado e da promoção da vida e não da morte”.

“Quantos argentinos se pronunciaram recentemente a favor da vida, quantas famílias, quantos jovens, quantos idosos. Por exemplo, quantos médicos e trabalhadores da saúde manifestaram ‘não contem comigo’ para o aborto, de acordo com o que juraram e segundo a vocação que receberam e a missão que realizam em nosso país”, recordou o Prelado.

O Arcebispo de Tucumán advertiu que, “hoje, há muitos argentinos marginalizados, descartados e restantes que precisam de outros argentinos que os incluamos, respeitemos, cuidemos, consolemos e dignifiquemos através das nossas ações concretas de cuidar de toda a vida, em todas as circunstâncias e fases do ser humano”.

Dom Sánchez incentivou a trabalhar por uma pátria baseada na “solidariedade, na caridade e no serviço aos necessitados e não na areia do egoísmo, da mesquinhez e da indiferença” e especialmente sobre a “cultura de vida e do encontro. Porque Toda Vida Vale”.

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